Um ponto de vista diferente

O contexto de apocalipse existe a muito tempo através das eras e das culturas, a ideia paradoxal de que tudo que conhecemos possui começo, meio e fim exceto o tempo, nos faz questionar nossa existência e permanência no mundo em diferentes pontos de vista; em formas de recompensas, redenções e punições diante do juízo final ou apenas fatos científicos e eventos catastróficos que retratam o fim o mundo, será? Pode ate ser, mas não só dessas formas pode se caracterizar o termo.

Em algumas culturas, como a grega, a nórdica ou a hinduísta, uma outra forma de entender o “fim” seria por ciclos, onde tudo terminaria em um grande recomeço e não em um último veredicto divino. Essa visão nos dá a dadiva de entender de forma mais ampla e abstrata, já que se ocorre de forma cíclica, muitos cenários formaram o Armagedon e muitos ainda o formarão? Sendo mais abstrato ainda; grandes eventos de escala global poderiam também, ser considerados como “fim do mundo”, já que a visão de mundo que tínhamos, antes do suposto evento, deixa de existir sendo totalmente transformada em um recomeço?

No atual momento, por exemplo, fomos forçados a evoluir, a inovar, a mudanças radicais de rotina... Os meios de internet se estabilizam e se solidificam, o e-commerce tem, não só chance de se manter bem como de crescer bem como as plataformas de ensino a distância e as empresas aderem ao home office. Em comparação, de um ponto de vista mais filosófico, estaríamos vivendo no período atual, uma espécie de Ragnarök moderno e digital? E que em vez da queda e sumiço de deuses antigos, temos o sumiço de paradigmas?

O mundo até pode voltar “ao normal”, mas nossa visão dele certamente não voltará; o fim está mais perto do que imaginamos, mas não o fim literal retratado pelas eras, mas sim em forma de metamorfose, que pode afetar a natureza, a sociedade ou a nossa forma de ver as coisas.

O fim se dá, de fato, ao repudiar a mudança eminente, a não aceitação de um ciclo natural, ao comodismo e estagnação perante as mudanças; a recusa do recomeço em um novo lugar e querer se encaixar somente em um lugar que não existe mais.
Vejamos as luzes no fim do túnel...

Pedro Silvério - Comunicação e planejamento de eventos.


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